segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

95 Anos de  Emancipação Política de Lajes Conheça um Pouco da nossa História.



O povoamento do território onde hoje se localiza o município de Lajes se iniciou efetivamente no século XIX, mais especificamente em 1825, com a instalação de uma fazenda, de propriedade de Francisco Pedro de Gomes Melo. Consequentemente, o local começou a se desenvolver, tornando-se ponto de descanso e parada obrigatória de boiadeiros que passavam por ali. Em 1895, Lajes tornou-se distrito de Jardim de Angicos (emancipado de Angicos em 1880), criado por uma lei municipal datada de 26 de janeiro daquele ano.

Conta a história de que, em 1903, próximo à serra do Feiticeiro, uma mãe pastoreava seu rebanho acompanhada de seu filho José Alexandrino, de apenas cinco anos e, ao entardecer, os dois se desencontraram. Três dias depois, o corpo da criança foi encontrado morto e em estado de decomposição sobre uma pedra. Próximo dessa pedra, batizada pelos moradores locais de Pedra do Anjo, foi construída uma capela dedicada à Divina Santa Cruz, tendo à frente um cruzeiro.
O desenvolvimento do povoado se acentuou em 1914, com a chegada da estrada de ferro Sampaio Correia (que fazia a ligação entre Natal e São Rafael), cuja estação ferroviária só foi inaugurada em 15 de setembro de 1918, hoje desativada.[9]Ainda em 1914, através da lei estadual 360, sancionada em 25 de novembro, a sede municipal foi transferida de Jardim de Angicos para Lajes e, em 3 de dezembro de 1923, através da lei estadual 572, a criação do município de Lajes foi efetivada.
Nas eleições municipais de 1928, disputaram dois candidatos: Luísa Alzira Teixeira Soriano (Alzira Soriano) e Sérvulo Pires Neto Galvão. Com mais de 60% dos votos, Alzira venceu a eleição, tornando-se a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, empossada em 1° de janeiro de 1929. No ano seguinte, com a eclosão de um movimento revolucionário, Alzira perdeu o cargo, sendo substituída por Adauto de Sá Leitão.
Em 30 de dezembro de 1943, o decreto estadual 268 alterou o nome do município para Itaretama, devido à abundância de pedras no local, voltando à sua denominação original em 11 de dezembro de 1953, através da lei estadual 1 032. Na década de 1950, por sucessivas leis estaduais, o município de Lajes chegou a ser subdividido em seis distritos, todos desmembrados na década seguinte e elevados à categoria de município: Caiçara do Rio do Vento, Jardim de Angicos, Jandaíra e Pedra Preta. Na década de 1960, a lei estadual 2 971, de 29 de outubro de 1963, criou o distrito de Firmamento, o único não emancipado, que faz parte do município até os dias atuais.
Segundo a nova divisão territorial do IBGE, o município de Lajes está situado na região geográfica imediata de Açu, inserida na região geográfica intermediária de Mossoró, sendo que, na antiga divisão, o município pertencia à microrregião de Angicos, que por sua vez era parte da mesorregião Central Potiguar.
O município ocupa uma área de 676,625 quilômetros quadrados e se subdivide em dois distritos: Lajes (sede) e Firmamento. Lajes está distante 128 quilômetros (km) de Natal (115 km em linha reta), capital estadual, cujo acesso se dá através da BR-304. Limita-se a norte com Jandaíra; a sul Cerro Corá e São Tomé; a leste Caiçara do Rio do Vento, Jardim de Angicos e Pedra Preta e a oeste Angicos, Fernando Pedroza e Pedro Avelino.
O relevo do município é constituído pelo Planalto da Borborema, formado por rochas pré-Cambrianas, e pela Depressão Sertaneja, com terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi. Predominam os solos litólicos (litossolos), constituídos principalmente de areia, além de serem pedregosos e altamente férteis, com bons níveis de drenagem. Também existem, em menores porções, os solos bruno não cálcico, podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico (chamados, na nova classificação brasileira de solos, de luvissolos), areias quatzosas (neossolos) e planossolos.
Lajes abriga a nascente do rio Ceará-Mirim, na comunidade de Mulungu, cuja fozé o Oceano Atlântico, na localidade de Barra do Rio, que pertence ao município de Extremoz.[ O açude Juazeiro é o maior reservatório de água do município, com capacidade para 1,266 milhão de metros cúbicos (m³), seguido pelos açudes Caraúbas (350 000 m³), Gavião e Ameixa (ambos com capacidade para 100 000 m³). Apesar disso, a água utilizada para consumo populacional vem da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, através do Sistema Adutor Sertão Central-Cabugi.
A cobertura vegetal do município é formada pela caatinga, típica do sertão, que perde suas folhas na estação seca e apresenta espécies de pequeno porte, algumas delas apresentando espinhos em sua estrutura. Entre as espécies mais encontradas estão, além das cactáceas: angico, aroeira, braúna, catingueira, facheiro, faveleiro, juazeiro, jurema-preta, mandacaru, marmeleiro, mofumbo e xique-xique.
O clima é semiárido quente, com índice pluviométrico de apenas 440 milímetros (mm) anuais, cujo pico ocorre nos meses de março e abril. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), referentes ao período de 1930 a 1985 e a partir de 1992, o maior acumulado de precipitação observado em Lajes foi de 171,4 mm em 3 de abril de 2008. Outros grandes acumulados foram 135 mm em 15 de abril de 1984, 129,2 mm em 22 de abril de 1940 e 108,2 mm em 31 de janeiro de 2008.
Fotos Antigas da Nossa Cidade





Imagens Blog Cicero Lajes
O Blog Central de Notícia parabeniza toda população de Lajes, pelos 95 anos de história dessa terra querida.