Eleições 2018:Na Bahia, Haddad fala em criar conta especial de investimento para concluir obras paradas e gerar empregos


O candidato a presidente da República Fernando Haddad (PT) afirmou neste sábado (15) em Vitória da Conquista (BA) que, se eleito, pretende criar uma "conta de investimentos" e fazer uma reforma bancária como medidas para a geração de empregos.

O candidato desembarcou na manhã deste sábado (15) em Vitória da Conquista, onde fez uma caminhada ao lado de apoiadores. À tarde, participou de atividades de campanha em Jequié.
Antes de viajar para a Bahia, Fernando Haddad concedeu na noite anterior entrevista ao Jornal Nacional e em seguida participou de um comício na Cinelândia, no Rio de Janeiro.

Em Vitória da Conquista, Haddad propôs a criação de uma conta especial para investimentos, a fim de o governo concluir obras paradas e gerar empregos por meio dessas obras.

"Tem que ter uma conta separada para investimentos, para não ter desinvestimento. Obra parada é prejuízo. Daqui a pouco você perde o que você investiu. Você não pode fazer uma contabilidade burra. Se você parar obra, em um ou dois anos você vai ter de refazer ela inteira. E os bilhões já investidos, você vai perder. Então, tem de ter uma conta especial para terminar as obras que estão com 70%, 80% concluídas para não perder o dinheiro do povo que já está lá, enterrado", declarou.
Segundo ele, essa conta especial tem de "durar um tempo", até a retomada da atividade econômica. "Assim como vai acontecer com a reforma bancária. Se a gente não fizer a reforma bancária, ninguém vai tomar emprestado para gerar emprego", afirmou.

Mais Médicos

Haddad também defendeu o aperfeiçoamento do programa Mais Médicos por meio da introdução de ações de "média complexidade".

"O Mais Médicos cuida da atenção básica e nós vamos agora com o Mais Médicos cuidar também do que se chama média complexidade. Que é aquele médico especialista que nem sempre está disponível", declarou.

Ele também disse que, se eleito, o programa Bolsa Família será prioridade e receberá um reforço. "Tem muita família hoje que, por causa do preço do gás e de alguns alimentos, não tem dinheiro para chegar no fim do mês. Então, o Bolsa Família, nós vamos ter que reforçar, sobretudo no primeiro ano de governo", disse.

Sobre o Nordeste, o candidato destacou especificamente a questão da segurança pública. "A escalada da violência no Nordeste está muito forte. O pessoal fica olhando só para o Rio de Janeiro mas o Nordeste também precisa de uma atenção", afirmou.

G1